segunda-feira, 23 de maio de 2011

Muito prazer!


Esses dias, estava procurando um novo joguinho de celular para minha filha. Pensei num jogo educativo, próprio para a sua idade, e que fosse útil também para seu crescimento. No entanto, enquanto procurava, ela insistia, ansiosamente ao meu lado, para que eu lhe entregar o celular, não importando qual fosse o jogo. Acabei cedendo à “pressão” :), instalei o primeiro aplicativo aceitável que encontrei, e entreguei o celular para satisfazer seu desejo.

Após receber o “brinquedinho”, ficou clara sua satisfação em possuir e poder utilizar o joguinho no celular. No entanto, depois de poucos minutos, ela não queria mais brincar, estava "enjoada", e logo me pediu outro. Esse desprezo repentino me levou a meditar um pouco sobre como lidamos com os nossos desejos e prazeres.

Em geral, as pessoas vivem buscando prazer para terem uma vida boa e agradável. O que ouvimos a todo o momento é que devemos buscar a “felicidade”, custe o que custar. Que devemos buscar satisfazer nossos "apetites" com um único objetivo: sermos felizes. No entanto, apesar do apelo  ao prazer ter uma aparência nobre, já que o coloca como pré-requisito da felicidade, a verdade é que nossa sociedade está cada dia com mais problemas relacionados à busca insaciável pelo prazer, que se apresenta como receita para uma vida feliz. O que será que anda errado?

Meditei um pouco sobre dois processos que usamos para suprir as nossas necessidades básicas, que envolvem a  comida e a água. Como é prazeroso tomar um copo d’água após uma boa caminhada, não é mesmo? Como é legal comer uma boa refeição com o melhor dos temperos: a fome!  Nesses casos, podemos observar que geralmente a intensidade da sede e da fome gera um nível de prazer proporcional. Ou seja, quanto maior nossa fome e sede, maior será nosso prazer em saciá-los. Por outro lado, não podemos exagerar nas restrições, já que as mesmas podem acabar  prejudicando nosso organismo.

Nesses casos, sem equilíbrio, uma determinada pessoa, ao se entregar ao prazer proporcionado pelo ato de comer, por exemplo, sem levar em consideração suas necessidades reais, que envolveria controle e renúncia, poderá ter problemas sérios com a obesidade, inclusive podendo levá-la à morte. Isolando essas duas fontes de prazer, relacionadas a dois processos de suprimento básicos, já podemos entender um pouco sobre o desafio e necessidade que temos quanto a busca do equilíbrio. Para complicar um pouco mais, temos inúmeras outras áreas que podem nos proporcionar prazer, e que também precisam estar equilibradas.

Por exemplo, quem também não deseja ter uma boa aparência? De fato é muito prazeroso ser elogiado e admirado pelas pessoas. No entanto, quando deixamos que a busca pelo padrão de beleza que a sociedade define seja o foco de nossas vidas, seremos tentados a investir toda a nossa energia para adquirirmos o “corpo perfeito”.  Podemos assim estar desequilibrando essa, e consequentemente outras áreas. Um problema sério relacionado a isso é a Bulimia.  O desequilíbrio leva o corpo a ficar doente, e nesse caso, inclusive com prejuízo de um processo fundamental, anteriormente comentado, que é a alimentação. Infelizmente, já sabemos as conseqüências.

Posso concluir então que não posso deixar que minha vida seja direcionada pela busca descontrolada do prazer, concordam? O desequilíbrio nos levará a ter uma vida que, apesar de “prazerosa”, já que podemos continuar produzindo artificialmente o prazer, “caminhará” para ser vazia e morta. Podemos encontrar alguma semelhança com o estado atual de grande parte de nossa sociedade? O que fazer então? Buscar ajuda na própria sociedade? Em nosso conhecimento? Não encontrei respostas em nenhuma dessas opções.

Quando minha filha desprezou rapidamente o joguinho, ela estava experimentando, é claro que em sua devida proporção, o desequilíbrio. Quando parei de procurar um jogo mais adequado, passei a buscar uma solução paliativa para resolver o problema pontualmente. Da mesma forma, nossa sociedade provavelmente terá uma solução paliativa, mas não será suficiente para tratar a nossa incapacidade e incompetência em lidar com os nossos prazeres. Imaginem se Vitória pudesse entender que não é capaz de lidar com seus impulsos relacionados ao prazer. Que precisa confiar no seu pai. Com certeza, mesmo considerando minhas limitações como pai, terá a oportunidade de receber conselhos e ajuda, para que seu crescimento seja equilibrado, e protegido dos perigos que envolvem uma vida guiada pelos prazeres. Ela precisaria confiar! Ela precisaria ter fé!

Para termos uma vida equilibrada, precisamos inicialmente renunciar algo que realmente nos dá muito prazer: O governo de nossas vidas. O primeiro passo envolve o entendimento de que não podemos mais ser levados pelos nossos prazeres, e que precisamos entregar nossas vidas a quem de fato pode governá-la: O Pai. Só Ele tem a capacidade e competência para nos levar a ter uma vida equilibrada. Lembram da renúncia que falamos anteriormente, necessária para que tenhamos melhor prazer no suprimento de nossas necessidades básicas? A grande renúncia de nossas vidas, algo nem um pouco fácil, mas possível, mediante o sacrifício do Rei, está relacionada a entrega de nossa independência. Tal renúncia é fundamental, e envolve uma necessidade fundamental: Vida equilibrada.

Será que, mesmo sabendo dessa necessidade, estamos de fato sendo dependentes dEle? Quanto os prazeres artificiais ainda direcionam nossas vidas? Quanto a sociedade tem conseguido nos influenciar? Precisamos lembrar que a Vida requer de nós uma renúncia constante, onde buscamos voluntariamente a vontade e a sabedoria do Rei, lutando a todo tempo contra nossos "apetites". Mesmo nas coisas que aparentemente estão relacionadas ao “serviço”, ao “reino”, muitas vezes podem estar sendo motivadas pelo prazer que podem  proporcionar, e não  estão sendo conseqüência da dependência e obediência a Ele.
Quando o prazer em fazer para agradar se torna maior do que o de estar, só faço pra me agradar. Precisamos depender integralmente e agradar com integridade ao Rei !

Quando o Pai passa a governar nossas vidas, passamos a viver de forma equilibrada. Isso porque deixamos de correr atrás do prazer artificial, e passamos a experimentar o verdadeiro Prazer, de forma natural e contínua. A vida se torna prazerosa, independente de sentimentos, passando por momentos de prazer ou não.  Não dependemos mais do prazer para ter uma vida prazerosa, pois simplesmente nos tornamos felizes mediante a vontade do Rei!  Tal Vida passa a não mais se limitar aos poucos anos que vivemos nesse mundo, mas está vinculada a um Prazer eterno. Essa Vida equilibrada e dependente do Pai nos levará a viver eternamente. Essa é a conseqüência de Seu amor por nós. Passamos a ser dirigidos pelo “Polar”, e não mais escravos da sociedade. Que Maravilha! Que Descanso! Isso é que é Vida! Isso é que é Prazer!

Deus nos abençoe!

3 comentários:

  1. Meu filho,
    Infelizmente o homem nunca esta satisfeito porque não tem uma experiência com o criador e muitos atravessão o outro lado do rio sem conhecer a verdadeira felicidade que só tem quem tem Cristo; Não devemos perder nosso tempo nos envolvendo c om tantas besteiras mundanas, a hora está próxima, estamos no final, Jesus está voltando, vamos ocupar todo o nosso tempo com as coisas do alto, já que a vida está tão corrida, e o homem anda de uma maneira desenfreada, sem controle em busca de satisfazer os seus desejos carnais e não sabe que estão perdendo a o portunidade que Jesus tem dado a toda criatura de deixar de ser criatura para ser filho do altíssimo. Como é bom aqueles que já estão descansados e vivem para agradar o Senhor Jesus Cristo e ganham uma nova natureza,vamos continuar crescendo “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,” Efésios 4:13
    Deus abençoe
    Vera

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  2. O segredo e mantermos o equilíbrio em tudo na vida, e manter o equilíbrio é estamos no centro da vontade de Deus, quando estamos fora disso estamos perdidos querendo preencher o espaço que é do tamanho de JESUS. E Jesus só age com renuncia, não negocia nada porque Ele não precisa, ele é o Todo Poderoso, O autoexistente, e as pessoas ainda acham que Ele precisa delas por causa da graça, quando elas quem devem se submeter a vontade Dele.Quem tem Jesus é feliz e completo, fora disso é tudo aparência, correr atrás do vento. Deus te abençoe

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  3. Você tem me ensinado muito sobre fitar os olhos no que é eterno e não no que é efemero! Que o Senhor continue a Reinar na nossa casa até o dia da sua vinda.

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