segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sim eu creio

Em muitos momentos da vida recebemos de Deus palavras que "ardem" em nossos corações, e geram fé para tomarmos decisões ou posicionamentos. São momentos em que ficamos fortes, cheios de confiança, para renunciar e enfrentar o que quer que seja. Não falo aqui de situações onde nossa alma nos engana e onde, no final das contas, estamos querendo fazer a nossa vontade. Mas sim, principalmente, de situações onde precisamos renunciar algo, segundo a vontade de Deus.

Nesse último final de semana lembrei de uma canção (link), que foi instrumento de Deus para minha edificação e ensino. Fala de momentos onde Jesus orienta Pedro, na companhia de outros de Seus discípulos, a exercer fé, mediante Sua Palavra. No primeiro, após uma noite inteira tentando pescar algo, aqueles experientes pescadores ouvem de Jesus: “lançai as vossas redes”. Uma orientação aparentemente meio sem sentido, não é mesmo? A final de contas, o mar estava “ruim para peixe”. A experiência e o conhecimento daqueles homens confirmavam isso.

Nos nossos dias Jesus continua a dizer: “lançai as vossas redes”. Ele nos chama a não andarmos sustentados por nossas capacidades humanas, mas sim, assim como Pedro naquela situação, confiando em Sua Palavra: “...sobre a tua palavra, lançarei a rede”.  Ficamos felizes em saber o resultado da postura dos discípulos, mediante a fé na Palavra de Jesus. Que pesca maravilhosa! No entanto, é maravilhoso saber que Jesus não estava se importando muito com os peixes, mas sim com a transformação daqueles homens. Após o quebrantamento e arrependimento deles, Jesus diz: “Não temas; de agora em diante serás pescador de homens.”. Tudo agora fazia sentido!

No segundo episódio, Jesus chama Pedro a andar sobre as águas do mar, mediante sugestão do próprio Pedro, que queria assim confirmar ser ou não Jesus. Sabemos que Pedro começou a andar sobre as águas, talvez até confirmando que se tratava do Mestre. Que maravilha! No entanto, a Palavra diz “Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!”.  Alguma semelhança com as nossas vidas? Muitas vezes recebemos confirmações do Senhor, fortalecendo nossa fé, a ponto de inclusive acharmos fácil “caminhar sobre as águas”. O problema está quando começamos a olhar para a razão, e esquecemos de focar na fonte de nossa fé: Jesus, a Palavra.

Pedro, como experiente pescador, provavelmente sabia que não era muito indicado sair do barco, onde estava sua segurança, numa situação daquela. Mesmo assim, inicialmente movido pela confiança em Jesus, decidiu prontamente seguir o “Vem!”. Após a decisão de Pedro, notem que a Palavra fala que a violência do vento redobrou. Assim também é conosco. Sempre que decidirmos agir por confiança e fé em Jesus, seremos “violentamente” atacados. Seremos provados!

Como é difícil suportar as pressões da nossa sociedade, que não entendem a caminhada em direção à vontade de Deus. Nunca aceitarão. Os “ventos contrários” virão de todos os lados, de onde menos esperamos. Mas precisamos lembrar que todos “os ventos” estão sob o controle do próprio Jesus. Ele permite que sejamos provados, para que sejamos transformados em meio ao medo, dúvidas, limitações, etc.  Precisamos entender que quando perdemos o foco em Jesus, mesmo que momentaneamente, nossa fé se enfraquece. Muitas vezes, devido a nossa pequena fé, perdemos o foco. Contudo, sabemos que Ele sempre estará presente para estender sua mão e nos ajudar. Ele sempre estará no controle!

Sendo assim, estejamos certos de que, durante nossas vidas, precisamos viver por fé, sem a qual é impossível agradar a Deus. Viver por fé é morrer para o mundo e suas concupiscências. É caminhar na contramão de onde o mundo, cada vez com mais violência, tenta nos levar. É não nos conformar com esse século. É poder declarar ao Senhor Jesus que cremos e seguiremos, mesmo quando as circunstâncias dizem não.

Deus nos ajude!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Jamy

Hoje gostaria de homenagear um grande amigo e irmão. Apesar do pouco tempo de amizade, pude perceber que era um homem que amava Deus, mesmo em meio às lutas e dificuldades. Sinceramente, não me lembro de nenhum dia em que o encontrei reclamando da vida, pelo contrário, sempre tive a oportunidade de receber expressões de alegria e felicidade em Cristo.

Jamy era um homem solitário, mas cheio de Vida. Um homem humilde, mas Rico. Enfrentava vários problemas de saúde, mas nunca deixou que isso abalasse sua Fé. Foi um homem que, para aqueles que puderam conviver, mesmo que por pouco tempo, revelou muito da vida de Cristo.

Essa semana ele faleceu. A saudade será imensa. A dor da perda é muito forte para os familiares e amigos. No entanto, podemos nos alegrar por saber que ele estará no lugar em que muitos de nós desejamos estar um dia. Está muito melhor que nós. Como isso nos conforta! Obrigado Jesus pela esperança que há em ti! Obrigado pelo nosso irmão! Esteja com Deus para sempre Jamy!

Deus nos ajude!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Homenagem


Uma pessoa  especial nos deixou há alguns dias. Não cheguei a conhecê-la, mas, mesmo assim, já tinha lugar íntimo na nossa família. Mesmo com tão pouco tempo de convivência, já era da família.

Enquanto pensávamos no seu nome, já imaginávamos como seria tê-la em nosso meio. Também já fazia parte das assinaturas de e-mails e dos comentários entre os mais chegados. Muitos já sabiam da sua existência, mas, como nós,  estavam somente iniciando a construção de um relacionamento que nunca imaginara já ser tão significativo para nossa família.

Não sei ao certo o motivo pelo qual resolvi compartilhar esse momento, já que naturalmente seria mais fácil não mais pensar sobre, mas o que veio ao meu coração foi: "Assim como os de vitórias, compartilhe também os momentos de tristezas". Tenho dúvidas sobre o que aconteceu, no entanto, sei que o  que há em nossa família é um sentimento de despedida e tristeza.

Apesar disso, queremos afirmar que Deus é Fiel! Ele nos deu e Ele mesmo levou porque somos dEle. Ele é Perfeito e Soberano!  Queremos aprender a louvá-lO na alegria e na tristeza. O que nos confortará sempre será Seu cuidado e amor. NEle está a nossa cura e esperança. Desejamos estar em breve num lugar onde “não mais haverá criança de poucos dias”, e, se possível, encontrar a quem tanto amamos.

Débora, te amo! Você é especial para mim.

Deus nos abençoe!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Escoteiros & Discípulos

Semana passada lembrei de dois colegas de infância que participavam de um grupo de escoteiros. Achava legal tudo o que eles faziam. As roupas, equipamentos e acampamentos que frequentavam me faziam desejar ser como eles. Esses dias, pensando sobre o que é ser discípulo de Cristo, bem como sobre o processo de discipulado, resolvi escrever sobre, após ler a “Carta aos monitores de patrulha”, escrita por Robert Baden-Powell, fundador do escotismo.

Na minha limitada opinião, o objetivo do escotismo é formar bons cidadãos, para assim ajudar no desenvolvimento de um mundo melhor. Através do ensino e exemplo, os alunos são estimulados a passar pelas etapas (algo como as “patentes”), onde trabalham aspectos como fraternidade, valores, comunidade e comunicação. Com muito contato com a natureza, os escoteiros são ensinados quanto ao serviço, disciplina, lealdade, religião, etc.

Vejo que o escotismo tem uma missão nobre, no entanto, na prática, podemos identificar alguns pontos que podem limitar a efetividade da metodologia desenvolvida por seu idealizador. O primeiro deles está relacionado à motivação inicial do aluno. Acredito que, inicialmente, o que mais atrai a maioria dos jovens ao escotismo é a busca por diversão e reconhecimento. Realmente as programações são muito atrativas, e a conquista de “patentes”, mediante o aprendizado, naturalmente atrai a admiração do grupo. Sendo assim, podemos facilmente notar que nem todos os que vestem o uniforme de escoteiro estão conscientemente participando do processo de formação de bons cidadãos. Nem todos os alunos são obrigatoriamente seguidores. Muitas vezes estão aprendendo algumas coisas para continuarem se divertindo e sendo reconhecidos, mas não obrigatoriamente sendo transformados, conforme o objetivo do programa.

A princípio, concordo que a falta de comprometimento dos alunos com a missão do movimento não necessariamente está relacionada a uma falha na metodologia. No entanto, a possibilidade de jovens chegarem a “patentes” que os possibilitem guiar outros, sem que de fator tenham sido transformados em bons cidadãos, pode vim a deturpar inclusive o objetivo do escotismo. Esses "falsos discípulos", embora com vestes de escoteiro, passam a ensinar baseados em seus interesses e preferências, podendo inclusive prejudicar a imagem do movimento.

A menos que tenha ocorrido um erro de tradução, o ensino desalinhado é um risco que aparentemente Baden-Powell, no mínimo, não considerou relevante, já que orienta os guias de patrulha da seguinte forma: "Quero que vocês, guias de patrulha, entrem em ação e adestrem suas Patrulhas inteiramente sozinhos e ao seu jeito porque, para vocês, é perfeitamente possível pegar cada rapaz da Patrulha e fazer dele um bom camarada, um verdadeiro Homem”. Dessa forma, aparentemente ele considerou que o processo de formação definido garante a geração de verdadeiros escoteiros.

Para diminuir os riscos, o ideal talvez seria que o Escoteiro-mor, o fundador do escotismo, estivesse presente para "arrumar a casa". Sendo assim, suas idéias originais poderiam ser esclarecidas e reafirmadas, e, como ele próprio enfatizou, seu exemplo ajudaria a manter integro o propósito original. Mesmo que alguns não concordem totalmente com tal necessidade, sabemos que a presença do “dono do negócio” é essencial para o sucesso do empreendimento. É claro que isso é impossível, já que Baden-Powell faleceu em 1941. Além disso, mesmo que ele estivesse vivo, é muito provável não fosse capaz de viver plenamente o que pregava. Isso sem levar em consideração o fato de seus ensinos não serem suficientes para o alcance do objetivo desejado, ou seja, formar bons cidadãos. Tais fatos nos ajudam também a perceber como o ser humano é limitado, já que geralmente tende a criar teorias, até com boas intenções, mas não consegue vivê-las plenamente.

Diferente do idealizador do escotismo, Cristo não veio trazer uma metodologia para a formação de bons cidadãos, mas sim dar o exemplo de Filho, dar Sua própria Vida para que outros Filhos fossem gerados. Resumidamente, creio que o objetivo do cristianismo é transformar seres humanos em Filhos de Deus, Discípulos de Cristo, Cidadãos do Reino. Isso tem ligação com a diferença fundamental entre o discipulado de Cristo e qualquer outro discipulado. O de Cristo é o único onde o objetivo é totalmente coerente com a vida do mestre.

Como ocorre com os escoteiros, algumas pessoas podem se envolver com o cristianismo, “vestir uniforme de cristão”, mas de fato apenas estarem buscando seus próprios interesses. Essas não entraram pela Porta, que envolve uma decisão relacionada ao objetivo real do cristianismo, no entanto, possivelmente estarão envolvidos no contexto cristão, até mesmo praticando “ações cristãs”, mas só para satisfazer seus interesses. Ser Discípulo de Cristo envolve muito mais do que conhecer sobre sua história e ensinamentos. O conhecimento humano não garante a transformação, já que somos naturalmente levados a interpretar da forma que nos convém, bem como a praticar só o que nos interessa.  Precisamos, antes de qualquer coisa, nos entregar ao arrependimento, renúncia e dependência do Mestre .

Na sua carta aos guias de patrulhas, Baden-Powell expressa que seria perfeitamente possível um guia formar um bom cidadão ao seu jeito e de forma isolada. Talvez para um objetivo que possa ser relativizado, e que é imperfeito, a idéia seja aceitável. No entanto, para um objetivo perfeito, onde os “guias” estejam também em processo de formação, ou seja, ainda são imperfeitos, ressalta-se a necessidade da presença e atuação direta do Mestre.

Cristo não enviou seus discípulos a fazer discípulos da forma que acharem melhor e de forma isolada. Se assim fosse, acredito que teríamos uma missão impossível. Na verdade, o “Ide” também envolveu a promessa de Sua companhia. Um propósito tão perfeito não seria possível sem a presença dEle. Ele vive e habita entre nós! Cristo discípula através de seus discípulos, através de Seu Corpo, de onde brota Sua multiforme sabedoria. Sendo assim, precisamos a todo o momento lembrar que o único capaz de gerar discípulos conforme o Seu propósito é Cristo. Não temos como isoladamente discipular, mesmo cheios de conhecimento e experiências, pelo contrário, precisamos depender do Corpo, da Igreja, dEle mesmo.

Quando não damos a devida importância à participação do Corpo no processo de formação de discípulos, estamos desprezando o próprio Mestre. Estaremos fazendo “discípulos” para satisfazer nossos interesses, provavelmente buscando mais uma “patente”. Por outro lado, estaremos também desprezando a importância de sermos edificados pelo Corpo, e não isoladamente por alguns dos seus membros, muitas vezes com quem temos mais afinidade natural. Depender do Corpo é uma proteção para nós!

No final de sua carta aos guias de patrulha, Baden-Powell deu a seguinte orientação: “Mas, lembrem-se que vocês devem guiá-los, e não empurrá-los”. Isso me chamou muito a atenção devido às diferenças fundamentais das duas abordagens. Muitas vezes queremos “empurrar de goela abaixo” as nossas convicções quanto ao Reino de Deus. Queremos que as pessoas nos obedeçam, sejam como nós somos. Na verdade, acredito que precisamos caminhar em unidade com Cristo, e assim seremos seguidos. Estaremos de fato guiando, e assim fazendo discípulos dEle.

Deus nos abençoe!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O sistema

Estive lendo um pouco sobre o sistema solar, relembrando minhas saudosas aulas de Ciências no primário. Observar suas características mais simples nos revela muito sobre o propósito de sua criação, bem como sobre quem o criou. Contemplar seu funcionamento nos ajuda a entender um pouco sobre nossa caminhada e participação nesse maravilhoso sistema.

Podemos considerar um sistema como sendo “um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado”.  Além disso, lembremos que todo sistema é criado com um objetivo específico. Seus componentes interagem entre si, cada um realizando uma função específica, para alcançar o propósito desejado. No caso do sistema solar, conhecemos alguns de seus componentes: sol, planetas, luas, asteróides, etc. Apesar de minhas limitações técnicas sobre o assunto, acredito que cada um desses componentes possui função específica, necessária para o equilíbrio do sistema, e conseqüentemente para o alcance de seu objetivo.

Mas qual o objetivo do sistema solar? Uma resposta simples, um tanto humanista, está relacionada à manutenção da vida humana. Nela, o homem seria o componente central, já que o sistema teria sido criado para preservá-lo. Uma resposta aceitável, mas contestável, já que seres humanos morrem todos os dias, não é mesmo? Existiria então um BUG no sistema solar? Seu criador falhou ao criá-lo? Acredito que não. Pelo contrário, considerando que o criador desenvolveu um sistema perfeito, seu propósito será perfeitamente realizado. Sendo assim, creio que o propósito do sistema solar, bem como o de toda a criação, não seria simplesmente manter a vida humana, mas sim revelar seu Criador, bem como Seu Propósito maior.

No sistema solar temos o sol como estrela central, com todos os outros componentes dependentes dele para se sustentarem. Tudo gira em torno do maravilhoso astro-rei, e nele está o equilíbrio do sistema. Apesar disso, geralmente esquecemos a verdadeira importância do sol para nós, e desprezamos a dependência que temos dele para sobreviver. O sol é até muito admirado por sua beleza, pelo que tem a oferecer, mas lembramos pouco sobre a dependência que a terra e os outros componentes têm dele. É nessa dependência que está o sustento da vida.

Esse grandioso sistema é composto também de componentes com capacidade de escolher se submeter ou não às leis definidas. O próprio criador os fez com tal capacidade. Refiro-me ao ser humano. Nesse contexto, por exemplo, o homem, usando da sua inteligência, baseado em suas vontades, pode desenvolver mecanismos que o levem a utilizar recursos do planeta terra numa velocidade diferente da “permitida pelo astro-rei”, trazendo desequilíbrio ao sistema, e conseqüentemente graves problemas.

Interessante notar que, apesar de termos a capacidade de fazer escolhas que podem trazer desequilíbrio ao sistema, as mesmas não impactam o sol. Ele continua “reinando”, conforme sua essência, poder e glória. No entanto, algo muda. Os que decidirem não depender dele, não respeitar suas leis, terão como consequência a destruição e morte. Para comprovar, observemos a causa consequências do desequilíbrio do efeito estufa.

Tudo que existe foi criado para colaborar com a revelação do Propósito maior. Dessa forma, contemplando  a criação, podemos entender que fomos criados para fazer uma escolha: depender ou não dEle. O objetivo do “sistema” é permitir que façamos tal escolha. Se optarmos por depender, teremos Vida eterna! Senão, apesar de não interferir na Sua vontade, na Sua essência, que continua boa e justa, iremos nos expor à destruição eterna, já que estaremos contrariando o Sol da Justiça. Sendo assim, contemplemos o sistema! Escolhamos depender dEle! NEle está a Vida!

"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis."

Deus nos abençoe!


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Diferente de mim

Para os que crêem no criacionismo, é muito bom saber que o Criador nos fez a Sua imagem e semelhança, não é mesmo? Que privilégio! Imagino que isso talvez explique um pouco da nossa dificuldade em nos relacionar com pessoas diferentes de nós. :) Pelo menos para mim não é fácil.

É muito agradável conviver com pessoas que são parecidas, com preferências semelhantes, ou seja, com quem temos naturalmente mais facilidade em lidar. Contudo, vivemos numa realidade diferente dos primeiros dias, onde agora convivemos com pessoas diferenciadas quanto a vários aspectos: idade, cor, situação econômica, credo, ideologia, etc. Agora temos um grande desafio: relacionar com o diferente.

Sabemos do problema sério que ocorreu com as criaturas criadas, levando-as a perder muito da semelhança que tinham com o Criador. No entanto, para restabelecer isso, agora de forma definitiva, Ele enviou Seu Filho ao mundo, onde passou a conviver com pessoas infinitamente diferentes dEle, principalmente em relação ao caráter. Que grande desafio para o Filho, não é mesmo? No entanto, sabemos que sua vida foi totalmente dedicada a amar, servir, ensinar, etc, se relacionando incondicionalmente com o diferente. Ele decidiu conviver conosco!

Apesar de tanto amor dedicado às criaturas rebeldes, se esvaziando para estar intimamente com elas, o Filho foi rejeitado porque era diferente. Ele foi crucificado porque não atendeu às expectativas de muitos. Não era como eles. Aquele que veio para se dar pelos diferentes foi rejeitado porque era diferente. “Que injustiça!”. “Mataram o Filho por isso?!!“

Nossa dificuldade em nos relacionar com pessoas diferentes é natural. No entanto, precisamos viver a vida do Filho, uma Vida com Propósito. Como Ele, precisamos nos esvaziar para conviver com pessoas que não nos relacionaríamos naturalmente. Essa é a Sua vontade, e só conseguiremos através da Sua Vida. Que não sejamos como aqueles que matam o diferente, apesar de assim termos feito a Ele, mas como os que deram suas vidas pelos diferentes como o Diferente fez. Vivamos a nova Vida nEle!

Deus nos abençoe!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Muito prazer!


Esses dias, estava procurando um novo joguinho de celular para minha filha. Pensei num jogo educativo, próprio para a sua idade, e que fosse útil também para seu crescimento. No entanto, enquanto procurava, ela insistia, ansiosamente ao meu lado, para que eu lhe entregar o celular, não importando qual fosse o jogo. Acabei cedendo à “pressão” :), instalei o primeiro aplicativo aceitável que encontrei, e entreguei o celular para satisfazer seu desejo.

Após receber o “brinquedinho”, ficou clara sua satisfação em possuir e poder utilizar o joguinho no celular. No entanto, depois de poucos minutos, ela não queria mais brincar, estava "enjoada", e logo me pediu outro. Esse desprezo repentino me levou a meditar um pouco sobre como lidamos com os nossos desejos e prazeres.

Em geral, as pessoas vivem buscando prazer para terem uma vida boa e agradável. O que ouvimos a todo o momento é que devemos buscar a “felicidade”, custe o que custar. Que devemos buscar satisfazer nossos "apetites" com um único objetivo: sermos felizes. No entanto, apesar do apelo  ao prazer ter uma aparência nobre, já que o coloca como pré-requisito da felicidade, a verdade é que nossa sociedade está cada dia com mais problemas relacionados à busca insaciável pelo prazer, que se apresenta como receita para uma vida feliz. O que será que anda errado?

Meditei um pouco sobre dois processos que usamos para suprir as nossas necessidades básicas, que envolvem a  comida e a água. Como é prazeroso tomar um copo d’água após uma boa caminhada, não é mesmo? Como é legal comer uma boa refeição com o melhor dos temperos: a fome!  Nesses casos, podemos observar que geralmente a intensidade da sede e da fome gera um nível de prazer proporcional. Ou seja, quanto maior nossa fome e sede, maior será nosso prazer em saciá-los. Por outro lado, não podemos exagerar nas restrições, já que as mesmas podem acabar  prejudicando nosso organismo.

Nesses casos, sem equilíbrio, uma determinada pessoa, ao se entregar ao prazer proporcionado pelo ato de comer, por exemplo, sem levar em consideração suas necessidades reais, que envolveria controle e renúncia, poderá ter problemas sérios com a obesidade, inclusive podendo levá-la à morte. Isolando essas duas fontes de prazer, relacionadas a dois processos de suprimento básicos, já podemos entender um pouco sobre o desafio e necessidade que temos quanto a busca do equilíbrio. Para complicar um pouco mais, temos inúmeras outras áreas que podem nos proporcionar prazer, e que também precisam estar equilibradas.

Por exemplo, quem também não deseja ter uma boa aparência? De fato é muito prazeroso ser elogiado e admirado pelas pessoas. No entanto, quando deixamos que a busca pelo padrão de beleza que a sociedade define seja o foco de nossas vidas, seremos tentados a investir toda a nossa energia para adquirirmos o “corpo perfeito”.  Podemos assim estar desequilibrando essa, e consequentemente outras áreas. Um problema sério relacionado a isso é a Bulimia.  O desequilíbrio leva o corpo a ficar doente, e nesse caso, inclusive com prejuízo de um processo fundamental, anteriormente comentado, que é a alimentação. Infelizmente, já sabemos as conseqüências.

Posso concluir então que não posso deixar que minha vida seja direcionada pela busca descontrolada do prazer, concordam? O desequilíbrio nos levará a ter uma vida que, apesar de “prazerosa”, já que podemos continuar produzindo artificialmente o prazer, “caminhará” para ser vazia e morta. Podemos encontrar alguma semelhança com o estado atual de grande parte de nossa sociedade? O que fazer então? Buscar ajuda na própria sociedade? Em nosso conhecimento? Não encontrei respostas em nenhuma dessas opções.

Quando minha filha desprezou rapidamente o joguinho, ela estava experimentando, é claro que em sua devida proporção, o desequilíbrio. Quando parei de procurar um jogo mais adequado, passei a buscar uma solução paliativa para resolver o problema pontualmente. Da mesma forma, nossa sociedade provavelmente terá uma solução paliativa, mas não será suficiente para tratar a nossa incapacidade e incompetência em lidar com os nossos prazeres. Imaginem se Vitória pudesse entender que não é capaz de lidar com seus impulsos relacionados ao prazer. Que precisa confiar no seu pai. Com certeza, mesmo considerando minhas limitações como pai, terá a oportunidade de receber conselhos e ajuda, para que seu crescimento seja equilibrado, e protegido dos perigos que envolvem uma vida guiada pelos prazeres. Ela precisaria confiar! Ela precisaria ter fé!

Para termos uma vida equilibrada, precisamos inicialmente renunciar algo que realmente nos dá muito prazer: O governo de nossas vidas. O primeiro passo envolve o entendimento de que não podemos mais ser levados pelos nossos prazeres, e que precisamos entregar nossas vidas a quem de fato pode governá-la: O Pai. Só Ele tem a capacidade e competência para nos levar a ter uma vida equilibrada. Lembram da renúncia que falamos anteriormente, necessária para que tenhamos melhor prazer no suprimento de nossas necessidades básicas? A grande renúncia de nossas vidas, algo nem um pouco fácil, mas possível, mediante o sacrifício do Rei, está relacionada a entrega de nossa independência. Tal renúncia é fundamental, e envolve uma necessidade fundamental: Vida equilibrada.

Será que, mesmo sabendo dessa necessidade, estamos de fato sendo dependentes dEle? Quanto os prazeres artificiais ainda direcionam nossas vidas? Quanto a sociedade tem conseguido nos influenciar? Precisamos lembrar que a Vida requer de nós uma renúncia constante, onde buscamos voluntariamente a vontade e a sabedoria do Rei, lutando a todo tempo contra nossos "apetites". Mesmo nas coisas que aparentemente estão relacionadas ao “serviço”, ao “reino”, muitas vezes podem estar sendo motivadas pelo prazer que podem  proporcionar, e não  estão sendo conseqüência da dependência e obediência a Ele.
Quando o prazer em fazer para agradar se torna maior do que o de estar, só faço pra me agradar. Precisamos depender integralmente e agradar com integridade ao Rei !

Quando o Pai passa a governar nossas vidas, passamos a viver de forma equilibrada. Isso porque deixamos de correr atrás do prazer artificial, e passamos a experimentar o verdadeiro Prazer, de forma natural e contínua. A vida se torna prazerosa, independente de sentimentos, passando por momentos de prazer ou não.  Não dependemos mais do prazer para ter uma vida prazerosa, pois simplesmente nos tornamos felizes mediante a vontade do Rei!  Tal Vida passa a não mais se limitar aos poucos anos que vivemos nesse mundo, mas está vinculada a um Prazer eterno. Essa Vida equilibrada e dependente do Pai nos levará a viver eternamente. Essa é a conseqüência de Seu amor por nós. Passamos a ser dirigidos pelo “Polar”, e não mais escravos da sociedade. Que Maravilha! Que Descanso! Isso é que é Vida! Isso é que é Prazer!

Deus nos abençoe!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Amor de Pai

Sou pai de uma linda garotinha chamada Vitória, um presente de Deus para as nossas vidas. Os que conviveram conosco nos últimos 6 (seis) anos, sabem que ela foi uma criança muito desejada e esperada, não só por nós, mas por muitos amigos e familiares. Voltando mais um pouco, quando penso no período que antecedeu a gravidez de Débora, minha esposa, algo sempre me chama muito a atenção.

De onde vem esse desejo de ter filhos, mesmo sabendo que envolverá dores, como a do parto, por exemplo, e que demandará tanto da nossa energia e tempo no futuro? Mesmo sabendo que nossos filhos poderão um dia escolher não andar conosco, ainda assim continuamos desejando. Talvez existam outras explicações complementares, no entanto, acredito que esse desejo foi colocado em nós para que entendamos um pouco mais sobre o Rei.

Mesmo antes de ter a experiência de ser pai, vinha entendendo que Deus criou relacionamentos como os de pai e filho, noivo e noiva, marido e esposa, amigos, irmãos, etc., com o objetivo de nos ensinar, nos trazer revelações sobre sua pessoa, caráter e propósito. Não é a toa que a Palavra está “recheada” de passagens que falam sobre esses relacionamentos. Com o nascimento de Vitória, tive a oportunidade de entender um pouco mais sobre o coração do Pai, através de uma experiência que marcou minha vida.

Numa das noites em que Vitória sofria com aquelas que para mim (pai de primeira viagem) pareciam “cólicas mortíferas”, meu desejo era que aquela dor, se possível, pudesse ser transferida para mim. Afinal de contas, era apenas um bebê que “dependia totalmente” de nós. Lembro claramente que, com muita dor, pedi várias vezes isso a Deus, no entanto, não fui atendido. Ele sabe o que faz. :)

Nessa situação, fui levado a imaginar como foi o momento em que Deus entregou seu Filho para ser sacrificado, onde expôs voluntariamente ao sofrimento aquele a quem tanto amava. Não parece uma atitude que reflete o relacionamento de pai e filho, concordam? Eu sequer consegui suportar a dor de ver Vitória sofrer, e acredito que, se envolvesse uma situação mais grave, daria minha vida para salvá-la. Já Deus, com capacidade de amar infinitamente maior que a minha, com um Filho que dependia totalmente dEle, inclusive mais do que minha filha de mim, mesmo assim permitiu o sofrimento. "Que mistério! Porque isso?” Minha resposta é: Ele tinha um Propósito.

Lembram do desejo do qual falei anteriormente? Daquele que está presente na maioria dos casais? Deus tem um desejo semelhante: gerar filhos! Lembram da dor, renuncia e risco, que envolvem o nascimento e criação de filhos, mas que não são suficientes para “apagar” o desejo pela gestação? Deus também sabia do preço a ser pago!  O preço era a entrega do que Ele tinha de mais precioso: Seu Filho, Sua Vida. Desde o principio, decidiu amar com a mesma intensidade que amava o seu primogênito, para que o Seu propósito fosse alcançado. Decidiu nos amar para que pudéssemos ser feitos seus filhos.

Sendo assim, como não amar aquele que me amou primeiro? Como rejeitar Sua paternidade? Como não contribuir com o Seu propósito? Como não entregar minha vida a Ele?  Mesmo sabendo da possibilidade de rejeitarmos tão grande amor, Ele decidiu pagar o preço. Obrigado Pai! Serei eternamente grato! Hoje entendo melhor a razão de ser pai.

Deus nos abençoe!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De promoção em promoção...

Hoje pela manhã ouvi um colega de trabalho, muito empolgado, anunciar uma promoção de passagem aérea, ida e volta, para Frankfurt/Alemanha, por menos de R$ 600. Nossa! Que pechincha! Imediatamente pensei em comprar, até porque não podia perder essa “oportunidade única” de fazer uma viagem internacional. :) No entanto, antes mesmo de acessar o site para comprovar, fui motivado a escrever este post.

Vivemos em dias em que somos “bombardeados” por promoções. Quando paro no semáforo, recebo uma "enxurrada" de anúncios (Quem mora em BSB sabe do que estou falando). As vitrines das lojas exibem, a todo o momento, “oportunidades imperdíveis” com quase 100% de desconto. :) Sites de compras coletivas, todos os dias, promovem ofertas de deixar qualquer um com a sensação de que precisa urgentemente comprar, senão, poderá perder a “oportunidade de sua vida”. O ritmo é frenético!

Sempre lembro de alguns anos no passado, nos quais esperava o ano inteiro para fazer aquela viagem de férias, ir ao acampamento de crianças, etc. Como era bom o resultado da espera! "Mas hoje não precisamos mais esperar tanto, quer dizer, não podemos, as promoções estão aí!". Lembro também de como era bem mais comum planejar as aquisições, poupar para conquistar algo. "Atualmente não temos mais tempo para isso. Divide tudo no cartão de crédito, afinal de contas, a oportunidade é única, e preciso agir rápido!” Fico com a sensação de que posso está perdendo algo com "as promoções". :)

Essa semana li o seguinte post no twitter de Sérgio: “Temos que viver como se Jesus fosse voltar amanhã, mas temos que planejar a obra como se Jesus fosse voltar daqui a cem anos.” Vejo que, se nossos desejos e impulsos estão tendo lugar de destaque na definição de nossa agenda, na utilização dos nossos recursos, nosso serviço inevitavelmente será prejudicado. Não viveremos como se o Rei fosse voltar amanhã, nem tão pouco teremos tempo para planejar a obra. “Mas qual a relação com as maravilhosas promoções?” Nesse contexto, a promoção por si só não é o problema, mas sim sua influência para o uso descontrolado e sem critérios do que recebemos.

Preciso ter cuidado! Minhas aquisições devem ser planejadas, motivadas por necessidades reais, e direcionadas pelo Rei, já que o recurso é dEle. As ofertas e promoções devem ser analisadas com critério, caso contrário, as “oportunidades de minha vida” podem acabar desordenando tudo.

Deus nos abençoe!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Polar

Nesses últimos seis meses estou voltando a realizar atividades físícas, mais especificamente a corrida. Como é difícil perseverar! :) Sou uma pessoa que gosta muito de esportes, mas nos últimos anos deixei de praticar., e assim vieram as conseqüências!

Após várias tentativas de criar uma rotina de exercícios físicos, dessa vez estou fazendo de forma controlada. Fiquei sabendo que o ideal, inclusive para quem quer perder peso, é correr dentro de uma freqüência cardíaca que depende, dentre outros fatores, da idade do individuo. Sendo assim, resolvi comprar um polar, que é um aparelho para acompanhar os batimentos cardíacos durante as corridas. Percebi que esse controle me levou a correr num ritmo bem mais lento do que era acostumado, mesmo fora de forma. No início, vocês não imaginam o “desespero” que dava ao ver o "vôvô" e a "vovó" passando como um "relâmpago" por mim. Como dava vontade de acelerar, e mostrar do que eu era capaz. :) Nesses momentos, surgia a seguinte questão: “Você está correndo pra que?”

Meu objetivo hoje em correr não é ser um maratonista ou competir, mas criar o hábito de praticar exercícios físicos, para ajudar a cuidar de minha saúde. Sendo assim, não faz sentido ficar tentando ultrapassar o "vôvô" e a "vovó", concordam? Preciso seguir baseado no que o polar está me informando, ou seja, dentro do ritmo apropriado para alcançar meu objetivo.

Na nossa vida (nossa corrida) acontece um fenômeno parecido. Muitas vezes queremos correr sem controle, baseados nas nossas vontades ou preferências. Dessa forma, ao invés de alcançar o Propósito, provavelmente iremos gastar esforços tentando ultrapassar os outros. Para que isso não ocorra, precisamos constantemente meditar sobre a motivação da nossa corrida.

De forma muito resumida, acredito que o sentido da nossa corrida está em viver a Vida do Rei para que o Seu propósito seja cumprido. Vivemos para agradar ao Rei. Isso não demanda de nós a competição. Não precisamos nem devemos correr "fora da freqüência". Devemos perseverar em seguir segundo Sua vontade. “Mas como correr dentro do Propósito?” Minha resposta é: Precisamos do Polar!

O Polar é o Espírito do Rei. Sem Ele, nunca conseguiremos correr segundo a Sua vontade, segundo o Seu propósito. Sem Ele, viveremos competindo numa competição sem sentido. Seremos levados pelos nossos desejos e ganância, e logo iremos querer “acelerar”, saindo do Alvo e perdendo o foco. Ele nos levará a viver na contramão do mundo, que quer a todo o momento nos tornar competidores. Não quero ser competidor! Quero depender dEle! Quero viver o Seu Propósito.

Deus nos abençoe!

terça-feira, 10 de maio de 2011

The Karate Kid IV

Sábado passado, assistimos a nova versão do filme do “Daniel San” e “mestre Miyagi” :). Foi meio que um momento nostálgico, já que me fez voltar um pouco à década de 80, onde fui um dos que tentaram dar o famoso “golpe da garça”, em cima da cadeira lá de casa. Mas falando sério, teve algumas cenas, tanto da versão antiga como da nova, que me chamaram muito a atenção.



No filme de 1984 (estou dando uma de conhecedor de filmes, mas vi isso na wikipedia), o personagem principal  passa por um período de treinamento com o seu mestre, onde o camarada coloca o garoto para pintar a cerca de sua casa, lavar e polir seus carros, etc. Na nova versão, o jovem mancebo é levado a ficar durante vários dias pegando o seu casaco no chão, pendurando num determinado local, pegando novamente, vestindo, jogando no chão, pegando no chão.... Não lembro bem se foi essa ordem, mas o resumo é que o garoto estava realizando atividades repetitivas, sem o menor sentido para ele, que não gostava, e não via a hora de parar e começar a treinar o kung-fu. Mal sabia ele que aquilo já fazia parte do treinamento.

Pude lembrar que geralmente acontece algo semelhante em nossas vidas. Muitas vezes não entendemos porque passamos por certas situações. "Porque as coisas andam tão devagar? Afinal de contas, já tenho jeito para a coisa, e quero logo começar a treinar kung-fu!”. Vejo que muitas pessoas não entendem, por exemplo, o fato de que Deus nos chama a iniciar nosso Ministério pela nossa família. Ela é a nossa escola. Lá é onde somos treinados com atividades que  muitas vezes não conseguimos entender, nem damos a devida importância, mas que são fundamentos para a nossa caminhada. Muitas vezes, querendo acelerar as coisas, deixamos de "lavar o carro", "pintar a cerca", etc. Desse jeito, pode ter certeza, vamos perder o torneio, e teremos que voltar ao fundamento.

Creio que o Senhor está sempre nos alertando. Precisamos lembrar sempre que o tempo é o dEle. Ele é o Mestre! Ele sabe como deve ser o treinamento, e quando estaremos prontos para os torneios. Que bom que já estamos sendo treinados. Já estamos treinando “kung-fu”!  :) 

 Deus nos abençoe!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Primeiro post

Bom dia a todos!


Nesses dias estava pensando na possibilidade de criar um blog, a princípio para tentar ganhar alguma grana, segundo alguns colegas e amigos vêm fazendo :). No entanto, pensando melhor, notei que existe uma finalidade bem mais útil, e com frutos que não se limitam a minha área financeira, nem mesmo à Internet ou ao nosso planeta. Falo em utilizar esse espaço principalmente para propagar o Reino do qual participo, e que me leva a dedicar tempo e esforço, não por cobrança, mas por amor ao seu Rei.


Por onde começar então?!! Como não sou escritor, muito pelo contrário, como vocês mesmos irão comprovar, ocorrerão vários erros de português, ou melhor, estão ocorrendo :). É aí onde começo! Minha primeira dificuldade em criar esse espaço foi o fato de que as pessoas iriam notar a minha limitação em escrever. Acredito que isso tem haver com meu passado, onde nunca fui um aluno muito dedicado aos estudos :). No entanto, meditando um pouco sobre essa preocupação, verifiquei que tratava-se de algo relacionado a orgulho e falsidade.


Isso porque, na verdade, não queria ser "humilhado", ser corrigido, nem sequer que alguém soubesse que tenho essa dificuldade. Sou tentado, em todo tempo, a fazer com que os outros tenham uma visão falsa de quem sou. Num outro reino, diferente do que pertenço :), a idéia é essa: "Mesmo que atrapalhe ou prejudique alguém ou algo, o importante é preservar sua imagem para ser aceito e valorizado." Em tal reino, as pessoas precisam disso para crescer, para serem reconhecidos e aceitos. Não pertenço a esse, mas sim ao que o Rei me chama a ser humilde e transparente, pronto para ser corrigido.

Sejamos assim! Que as nossas limitações, sejam em que área for, não atrapalhem nosso serviço ao Rei.

Aproveito para agradecer a Deus por minha familia. Débora e Vitória, vocês são presentes de Deus para mim!