terça-feira, 17 de maio de 2011

Amor de Pai

Sou pai de uma linda garotinha chamada Vitória, um presente de Deus para as nossas vidas. Os que conviveram conosco nos últimos 6 (seis) anos, sabem que ela foi uma criança muito desejada e esperada, não só por nós, mas por muitos amigos e familiares. Voltando mais um pouco, quando penso no período que antecedeu a gravidez de Débora, minha esposa, algo sempre me chama muito a atenção.

De onde vem esse desejo de ter filhos, mesmo sabendo que envolverá dores, como a do parto, por exemplo, e que demandará tanto da nossa energia e tempo no futuro? Mesmo sabendo que nossos filhos poderão um dia escolher não andar conosco, ainda assim continuamos desejando. Talvez existam outras explicações complementares, no entanto, acredito que esse desejo foi colocado em nós para que entendamos um pouco mais sobre o Rei.

Mesmo antes de ter a experiência de ser pai, vinha entendendo que Deus criou relacionamentos como os de pai e filho, noivo e noiva, marido e esposa, amigos, irmãos, etc., com o objetivo de nos ensinar, nos trazer revelações sobre sua pessoa, caráter e propósito. Não é a toa que a Palavra está “recheada” de passagens que falam sobre esses relacionamentos. Com o nascimento de Vitória, tive a oportunidade de entender um pouco mais sobre o coração do Pai, através de uma experiência que marcou minha vida.

Numa das noites em que Vitória sofria com aquelas que para mim (pai de primeira viagem) pareciam “cólicas mortíferas”, meu desejo era que aquela dor, se possível, pudesse ser transferida para mim. Afinal de contas, era apenas um bebê que “dependia totalmente” de nós. Lembro claramente que, com muita dor, pedi várias vezes isso a Deus, no entanto, não fui atendido. Ele sabe o que faz. :)

Nessa situação, fui levado a imaginar como foi o momento em que Deus entregou seu Filho para ser sacrificado, onde expôs voluntariamente ao sofrimento aquele a quem tanto amava. Não parece uma atitude que reflete o relacionamento de pai e filho, concordam? Eu sequer consegui suportar a dor de ver Vitória sofrer, e acredito que, se envolvesse uma situação mais grave, daria minha vida para salvá-la. Já Deus, com capacidade de amar infinitamente maior que a minha, com um Filho que dependia totalmente dEle, inclusive mais do que minha filha de mim, mesmo assim permitiu o sofrimento. "Que mistério! Porque isso?” Minha resposta é: Ele tinha um Propósito.

Lembram do desejo do qual falei anteriormente? Daquele que está presente na maioria dos casais? Deus tem um desejo semelhante: gerar filhos! Lembram da dor, renuncia e risco, que envolvem o nascimento e criação de filhos, mas que não são suficientes para “apagar” o desejo pela gestação? Deus também sabia do preço a ser pago!  O preço era a entrega do que Ele tinha de mais precioso: Seu Filho, Sua Vida. Desde o principio, decidiu amar com a mesma intensidade que amava o seu primogênito, para que o Seu propósito fosse alcançado. Decidiu nos amar para que pudéssemos ser feitos seus filhos.

Sendo assim, como não amar aquele que me amou primeiro? Como rejeitar Sua paternidade? Como não contribuir com o Seu propósito? Como não entregar minha vida a Ele?  Mesmo sabendo da possibilidade de rejeitarmos tão grande amor, Ele decidiu pagar o preço. Obrigado Pai! Serei eternamente grato! Hoje entendo melhor a razão de ser pai.

Deus nos abençoe!

5 comentários:

  1. Sara Almeida: Que post tão perfeito, Vitrúvio! Vivi é uma benção de Deus para todo mundo, especialmente para vocês. Deus é soberano em tudo o que faz. =D

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  2. Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6
    Que o caráter de Cristo seja formado em Vitória, Deus o abençoe. Vera

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  3. Como essa garotinha é amada, pelo papai e pelo Rei. Ah se todos os pais fossem como vc, o mundo seria muito melhor, um filho, ainda que cresça, ainda que se torne independente, se foi plantado amor nele pelos pais, ele nunca vai retribuir com ingratidão, vc vai ter a recompensa, continue assim. Parabéns! Vitorinha te amo também.

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  4. A palavra de Deus nos fala :
    “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez, em meio de dores darás à luz filhos...”; Gn 3:16 Percebo que em meio a "dor" somos tratados, somos moldados e caminhamos pra Jesus e seu plano pra nós. Realmente concordo que o sofrimento que passamos não se compará ao de Deus como pai, mas meu desejo é que a cada dia nas situaçoes que vivencio como mãe possa aprender um pouco da paternidade de Deus e entender e jamais negar tão grande amor.

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