quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Jesus na Festa dos Tabernáculos

 “Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 23:43

Jesus foi a uma festa dos tabernáculos onde, ao invés de ser recebido como convidado mais ilustre, estava sob ameaça de morte (João 7:1) e crítica dos próprios irmãos (v.5), porque dava testemunho da maldade da humanidade (v.7).

Em meio a rejeição do povo, em segredo, sem reivindicar reconhecimento e glória (v.18), mesmo que para ouvir ser chamado de enganador e endemoniado (v. 12 e 20), foi a festa pela vontade do Pai (v.28).

O próprio Deus que ordenou a festa estava lá, e acredito que desejava visitar as tendas, e festejar a habitação e provisão de Deus para o povo durante sua peregrinação no deserto. No entanto, mesmo tão próximos fisicamente do grande motivo da festa, a maioria o rejeitou pois, na verdade, estavam bem distantes em seus interiores.

No último dia da festa Jesus diz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". Dessa forma, em meio a nossa peregrinação nesse mundo árido, ele nos chama para festejar a sua colheita como tendas cheias do Seu Espírito, sem perder de vista a razão da festa, o nosso refúgio, torre forte e provisão, Jesus! Somos chamados a nos deleitar nele, a festejar bebendo dEle, cheios do seu Espírito! Sem Ele nada podemos fazer! Do nosso interior fluirá rios de água viva!

“Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós.” 2 Coríntios 4:7

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

O novo de Deus ou um novo deus?

Meditar sobre o novo de Deus talvez seja uma das importantes tarefas diante das intensas mudanças que temos vivenciado nas últimas décadas em nossa sociedade. A importância dessa tarefa aumenta diante também do expressivo aumento da velocidade do avanço tecnológico e mudança de mentalidade, trazendo um apelo quase irresistível ao novo descartável, ao novo que se mantem novo durante cada vez menos tempo.

A singularidade desse cenário pode ser percebida ao analisarmos algumas constatações, como a de que uma criança de 7 anos hoje tem acesso a mais informação do que um imperador romano. Ou a de que um determinado smartphone tem mais capacidade de processamento e armazenamento do que o computador da Apollo 11, que levou o homem à lua há aproximadamente 50 anos. Não é minha intenção demonstrar as particularidades do que alguns chamam de era da informação ou da quarta revolução industrial e seus impactos sociais, mas apenas ressaltar que vivemos dias em que estamos constantemente e velozmente tendo que se adaptar ao novo.

Aparentemente a frequência da “onda da inovação” aumentou como jamais tínhamos visto, e assim a sociedade vem passando por uma série de adaptações promovidas pela denominada revolução tecnológica, que vem transformando nossos relacionamentos pessoais, nossas relações de trabalho, nossa economia e governo. A meu ver, os dois principais “remos” que produzem as ondas de inovação tecnológica, o militarismo e o mercado, ganharam um potente motor com a chegada da internet, e assim estamos mergulhados nas redes sociais e no mar do big data.

Nesse cenário, pode-se concordar que essa nova realidade trouxe muitos benefícios para o nosso dia a dia. Hoje podemos comprar sem sair de casa, encontrar velhos amigos nas redes sociais, ter maior transparência e acesso a informações, trabalhar remotamente, etc.  Apesar disso, coincidência ou não, enfrentamos a doença do século, a depressão, os vícios oriundos do ambiente virtual, o consumismo e o desperdício aparentemente desenfreados.  

Concordo que seria talvez injusto colocar apenas na conta da inovação tecnológica todas essas mazelas, mas quero aqui trazer como reflexão o fato de que nos tornamos, como sociedade, reféns de um fenômeno que transformou o mercado e a nossa mentalidade no sentido de descartarmos o mais rápido possível o velho em busca do novo, num caminho perigoso de insatisfação e tédio. Essa nova mentalidade, que continua em desenvolvimento, está carregada de uma busca por ressignificar a realidade a partir da teoria que melhor satisfaz o indivíduo, e onde há uma satisfação na desvalorização do legado, na destruição e construção em nome da autenticidade e criatividade.

Diante disso, qual tem sido o impacto dessa realidade na igreja? Afinal de contas somos todos parte dessa sociedade em contínua transformação. Estamos lidando bem com a inovação tecnológica e cultural? Estamos conseguindo reter o que é bom e combater aquilo que atrapalha o processo de santificação daqueles que fazem parte da comunidade de fé? Estamos lidando bem com o novo de Deus ou apenas nos conformando ao novo normal?

Antes da pandemia ouvi muito líderes falarem fervorosamente do novo de Deus, inclusive convocando o povo a uma nova abordagem de evangelismo e estilo de vida. Afinal de contas tinha chegado a hora da nova geração assumir as rédeas da igreja com novos estilos musicais, nova linguagem, novos perfis de pregadores, novas técnicas de comunicação e motivação, nova ênfase na transformação social, etc. Muitos locais de reunião foram criados ou remodelados para atender as expectativas dessa nova geração sedenta pelo novo. Afinal de contas a igreja não estava dando certo e precisava se tornar mais relevante para a sociedade.

Esses dias ouvi um jovem líder de uma igreja cristã fazer uma veemente defesa do que chamou de novo de Deus. Sua pregação foi baseada na passagem de Isaias 43 e me chamou a atenção pelos exemplos que deu ao falar sobre o que deveríamos deixar para trás, assim como a ênfase no esquecimento inclusive das coisas boas que Deus tinha feito no passado. Num primeiro exemplo ele faz uma pequena brincadeira com o termo “mocidade”, usado por algumas comunidades para se referir ao grupo de jovens, dando a entender que seria algo a ser esquecido por não fazer parte do novo. Também falou um pouco da nova “cara” da igreja evangélica, que agora deixou de ser conhecida como a igreja das mulheres, de ignorantes e de pessoas feias, e se tornou de pessoas mais bonitas, inteligentes e influentes. Nesse sentido, a partir de uma leitura da nova realidade da igreja evangélica, mais numerosa e influente, deveríamos considerar isso como parte do novo de Deus.

Com todo respeito a esse jovem líder, penso que houve uma grande confusão sobre o que é o novo de Deus. Na passagem de Isaias 43 pode-se encontrar uma profecia a respeito do povo escolhido por Deus. Entendo que envolve tanto uma promessa relacionada ao livramento da Babilônia (novo êxodo) como também ao próprio Messias. Após ressaltar o controle de Deus sobre o que acontecia desde a antiguidade, o povo é orientado a esquecer as coisas passadas pois Deus iria fazer algo novo.

Se atentarmos um pouco ao contexto podemos claramente perceber que o chamado ao esquecimento não estava relacionado, por exemplo, a práticas e mandamentos ensinados no passado, nem tão pouco a uma cultura ultrapassada que levava o povo a não ser respeitado pelas outras nações, mas sim a um cenário passado que não deu certo devido ao pecado. Imagine um pai falando para um filho dependente químico que voltou a usar drogas: “Meu filho te amo tanto. És muito especial para mim. Vou seguir até o fim para te tirar dessa vida. Apesar de tudo que já fiz de bom por você, toda ajuda nos momentos de crise, todas as noites em que te resgatei nas ruas, mesmo assim você retornou a essa vida. Mas faça o seguinte: Esqueça o passado, vou fazer tudo de novo”.

A meu ver, é nesse sentido que Deus orienta o povo. Isso fica mais evidente quando lemos todo o capítulo, onde é relatada a infidelidade do povo em meio a tudo o que Deus fez, inclusive deixando claro que Israel tinha se cansado de Deus. Tinham se cansado dos mandamentos de Deus e passaram a fazer de uma nova forma, talvez mais prazerosa sob o ponto de vista humano. Lembro também que na pregação do jovem líder que comentei anteriormente continha uma critica a monotonia dos modelos de igreja do passado, alertando sobre a necessidade de a igreja buscar novas maneiras de combater o tédio das pessoas através, por exemplo, de uma proposta com mais adrenalina e aventura.

Sem querer fechar os olhos para os problemas históricos da igreja, pode-se notar claramente que a nova mentalidade social está bem presente em grande parte das comunidades cristãs como a desse jovem líder. Poderíamos comentar vários aspectos dessa realidade, mas aqui gostaria de focar em algo que, a meu ver, envolve a mais perigosa consequência dessa onda de inovação, a idolatria.

Algo parecido com o cenário relatado por Isaias ocorreu durante o período em que o povo de Israel acampou junto ao monte Sinai após a libertação da escravidão do Egito. Durante a subida e permanência de Moisés no monte durante 40 dias e noites, o povo se cansa de esperar e pressiona Arão para que construa um bezerro para ir à frente da marcha rumo a terra prometida. É interessante que, após a construção do bezerro com as joias que tinham trazido do Egito, o povo parece que ganha ânimo para levantar bem cedo, cultuar o que chamaram de yahweh e festejar.

Mas o que levaria o povo a tão rapidamente caírem na idolatria, mesmo depois de ver tantos milagres e manifestações de Deus? Muitos hoje dariam tudo para ver o que eles viram, não é mesmo? Procuram os sinais de Deus para crerem. Acredito essa queda revela o verdadeiro desejo daquele povo, ou seja, a conquista da terra prometida. Enquanto Deus construía o caminho para que o povo se aproximasse dEle em santidade, descobrindo que a Sua presença é a maior riqueza que poderiam receber, estava na verdade interessados exclusivamente na promessa. Além disso, penso que, diante talvez da oportunidade de criar algo novo para substituir o que não conseguiam mais controlar ou prever, talvez algo para eles que não tivesse uma forma muito atrativa ou confortável, o povo rapidamente utiliza suas capacidades e recursos para fazer algo mais agradável e prazeroso.

Considerando isso, pode-se perceber que uma das tentações no coração humano ao se deparar com a iminência do novo de Deus é criar um novo deus que atenda as expectativas da promessa de forma mais cômoda e festiva. De forma covarde, sabendo que isso pode nos “incriminar”, nos enganamos chamando o novo ídolo de yahweh, para camuflar nosso desejo mais prioritário. Realmente isso permanece acontecendo no coração do ser humano que de alguma forma se aproxima de Deus sem a intenção genuína de mudança para comunhão com Ele, mas sim para ter acesso as Suas promessas.

Mas o que mudou nos nossos dias em relação a essa realidade? Penso que nos tornamos mais impacientes de forma geral devido ao cenário dos nossos dias anteriormente relatado. Somos estimulados a todo momento a inovarmos de forma disruptiva e autêntica e a estarmos abertos a nova dinâmica social. Nossas mentes não param mais de produzir e pensar em como criar algo novo que nos traga reconhecimento e retorno financeiro. Falo não apenas na construção de novos produtos e serviços, mas também de novas formas de influenciar nossos seguidores para que sirvam aos nossos interesses pessoais. Todos querem criar algo que possa chamar de minha criação.

E no meio da igreja cristã? Será que estamos vencendo a tentação de criamos nosso bezerro de ouro interior? Estamos conseguindo esperar o novo de Deus por termos o interesse genuíno e prioritário de nos aproximar dEle para conhecê-lo ou cansamos de esperar e partimos para a conquista do prometido com as nossas construções? Não quero aqui desvalorizar as direções e promessas feitas por Deus a seus filhos com repercussões ainda aqui nesse mundo, mas será que nossas estratégias cheias de técnicas inovadoras e marketing não podem estar ocupando um lugar indevido?

Penso que talvez as pessoas que se aproximam das comunidades de fé estejam “embriagadas” com todo esse cenário de agitação. Estão como anestesiadas e sem força para lidar com toda essa pressão, sem tempo sequer para refletir sobre suas reais motivações a fim de andar em sobriedade.  Tenho a impressão então que toda a abordagem que nos leva a uma motivação para a conquista, mesmo que de algo direcionado por Deus, com base nas nossas preferências e desejos naturais, moldados inclusive pela nossa cultura, mas que não enfatizem o arrependimento e santificação, são fortes candidatos a carregarem um ídolo e nos levarem a um estado de engano rumo a ira de Deus.

Não quero aqui trazer à tona a velha discussão que envolve tradicionais versus renovados, jovens versus velhos, ou algo do tipo. Também não quero desconsiderar o valor da inovação e pensamento criativo equilibrado. O que trago é a reflexão sobre o lugar que essas ferramentas têm ocupado e influenciado a vida individual e comunitária como cristãos. Alguns até tentam justificar algumas escolhas na afirmação do apóstolo Paulo quando diz “fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos” na sua primeira carta aos Coríntios, capítulo 9 , no entanto, é importante diferenciar uma ação temporária e claramente estratégica de uma adaptação do estilo de vida.

A meu ver, ao falar do seu estilo de vida em relação à pregação do Evangelho, Paulo enfatiza que, “a fim de ganhar o maior número possível”, se fez servo de todos e, temporariamente, adaptava sua estratégia de pregação aos que tinham ou não a Lei, mesmo permanecendo sob a lei de Cristo. Noto que, diferente do que ocorre hoje, Paulo não se deleitava no estilo de vida daqueles que não andavam na lei de Cristo, mas convivia com essa realidade se esvaziando a fim de participar do Evangelho, envolvendo a redução de seu corpo (desejos, preferências, etc.) à servidão para que não fosse reprovado.

Ao compararmos o comportamento do apóstolo Paulo com alguns cenários de atuação de alguns dos evangelistas que, em nome do “ganhar multidões”, adaptam os seus estilos de vida aos daqueles que são alvo de suas pregações, mas aparentemente se deleitando em seus novos estilos, comportamentos e posições sociais. Sei que é delicado afirmar algo em relação a casos concretos, e não me proponho a isso, mas gostaria sim de provocar uma reflexão sobre se realmente temos vivido a abordagem de Paulo ou se temos encontrado nisso uma forma de nos embriagar com os nossos reais desejos ao mesmo tempo que adoramos a um novo deus.

Talvez muitos não estejam preocupados com essa realidade interior e, movidos pela força e beleza da juventude e domínio tecnológico, estejam cada vez mais confiantes e insistentes. Veja que essa frase anterior demonstra o grande desafio de esclarecimento sobre esse tema, já que envolve termos importantes e que podem estar presentes onde realmente o novo de Deus esteja verdadeiramente presente. A juventude e beleza, a ciência, a confiança e a perseverança são realmente coisas boas e desejáveis, sendo inclusive originadas em Deus. No entanto, quando desprovidas do Espírito de Deus, podem ser insumos para a construção de um ídolo interior que nos conduzirá a destruição.

Dessa forma, sem querer de alguma forma deixar a impressão de que teria objetivamente como julgar nossas estratégias ou ações em resposta ao novo de Deus, faço apenas um alerta como sugestão para que possamos nesse momento de grandes mudanças em nossa sociedade, assim como da grande expectativa da Igreja quanto a continuidade do agir de Deus em nossos dias, entender que nossas mentes estão cada dia mais desejosas do instantâneo, que somos estimulados a todo tempo a sermos reconhecidos pela nossa originalidade e aparência exterior. Nossa única esperança de não cairmos na tentação de criarmos um falso deus é o Espírito Santo, que nos revela o engano dos nossos corações a fim de identificarmos e aceitarmos o verdadeiro novo de Deus.

Por fim, gostaria de lembrar da entrada de Jesus em Jerusalém descrita nos evangelhos, assim como profetizada no livro de Zacarias. Naquela época o povo de Israel estava submisso ao império romano, e aguardava o Messias que os libertaria. A expectativa seria da chegada de um guerreiro como Davi, um líder político-militar, homem cheio de influência e autoridade, que derrotasse Roma e estabelecesse o reino prometido. Sabemos que, ao invés disso, Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho, montaria utilizada pelos príncipes antigos.

Nesse cenário, a expectativa do povo talvez fosse de uma entrada mais sofisticada em um cavalo mais pomposo e acompanhado de uma guarda armada, fazendo então logo em seguida um discurso motivacional para a conquista. Ao invés disso, chega humildemente num jumento, vai ao templo e expulsa os vendedores, cura, recebe os louvores das crianças, confronta os líderes religiosos e sai da cidade. Aparentemente a grande maioria das pessoas não enxergaram o novo de Deus que chegara.

Aí está uma evidência do grande perigo de achar que o novo de Deus está vinculado a nossa evolução tecnológica e cultural. Pode-se considerar o burrinho como um exemplo de como Deus pode realizar o seu novo a partir de coisas antigas e vistas como ultrapassadas. Não entendo que devamos desprezar nossas novas ferramentas tecnológicas e estratégias de comunicação, por exemplo, mas acho que precisamos buscar com zelo identificar o quanto estão associadas a uma expectativa humana e deturpada da promessa de Deus, assim como de como se dará a sua realização.  Ou seja, em algumas situações o antigo e ultrapassado deverá permanecer pois servirá para nos libertar de nossa prepotência, orgulho e altivez.

Não estar aberto a isso pode nos levar sutilmente a uma vida religiosa idólatra. Não depender do Espírito Santo para isso demonstra que criamos um ídolo e estamos dependendo dele. Esse ídolo nos levará a rejeitar o verdadeiro novo de Deus, Jesus Cristo. Não iremos reconhecer nem sua aproximação, nem sua chegada, nem Ele mesmo. Através do relatado em I Tessalonicenses 5 pode-se entender um pouco mais sobre o perigo que envolve a mentalidade que se expande em nossos dias.

Paulo alerta a igreja sobre o grande Dia do Senhor, que virá como um ladrão de noite, trazendo repentina destruição para aqueles que se encontram num estado de acomodação em relação a realidade desse retorno. Mesmo diante da miséria de uma vida sem a verdadeira comunhão com Deus, vivem como se estivessem em paz e segurança, como quem se embriaga e perde a noção da realidade.

Por outro lado, o apóstolo Paulo esclarece que alguns não serão surpreendidos porque estarão vigilantes e sóbrios, ou seja, saberão acerca dos “tempos e das estações”, vestidos da “couraça da fé e do amor, e tendo como capacete a esperança da salvação”. Entendo aqui que para que não percamos a visão correta da realidade, incluindo aqui a do verdadeiro novo de Deus, precisamos estar atentos a esse grande Dia através de uma mente renovada pelo Espírito Santo e protegida pela fé, amor e esperança da salvação.

Em meio aos desafios que temos vivido na nossa geração, que nos convida todos os dias a nos “embriagarmos” com a mentalidade de “paz e segurança” baseada nas nossas criações e vaidades, vejo que precisamos entender que o indesejável e velho para nós talvez esteja servindo ao verdadeiro novo. A antiga promessa da volta de Jesus, daquele grande Dia, deve estar mais presente nos nossos pensamentos para que, iluminados pelo Espírito Santo, possamos discernir o verdadeiro e imutável novo de Deus para nós, Jesus Cristo, e rejeitar os novos ídolos que insistem em surgir.